Mal Acostumada

… mas eu nem ligo mais se alguem descobrir. – dizia ela – e continuava –

eu quero assim. Se é pecado, não me importa, eu pago quando for a hora, se precisar.

Não quero mais nada, apenas os momentos que a gente pode ter. Não abro mão .Quando saio daqui,

a vontade é voltar. Quando chego em casa meu corpo não aceita ninguem mais. Perdeu a graça,

o encanto, a vontade. Não posso fazer nada. Conto as horas pra voltar aqui. Voce me acostumou mal.

Hoje não quero o basico, o pouco, o nada, o simples, o comum. Tenho medo de admitir isso,

mas está assim. Quero sempre mais. Mais forte, mais molhado,, mais tempo, mais manchas no corpo

e na alma, Mais isso, mais aquilo. Mais, mais, e mais. Voce me acostumou assim. O resto agora

é pouco, não interessa, nem existe mais.

Tentei retrucar, tentei colocar uma reação diferente. Mas ela não deixava eu falar.

E faminta. Mordia meus lábios e apertava meu corpo como se fosse um prato de comida…

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