A dignidade, quando nasceu, não era para todos. Durante séculos, o conceito de dignidade aplicava-se apenas a uns poucos, a que hoje chamamos — num vestígio da antiga acepção restrita da palavra — os dignitários. Um cardeal tinha dignidade de cardeal, um duque de duque. Quanto aos outros, que dignidade lhes era reconhecida ou atribuída? Nenhuma.

UM SORRISO DE MULHER.

Um sorriso de mulher incendeia qualquer canavial de amor que estejamos cultivando como safra única, e cuidadosamente, regada ,com carinhos e merecidas atenções sempre que o almejado, seja uma colheita generosa.
E com certeza de muitos caules que serão transformados no açúcar nosso de cada dia e, quem sabe, numa consistente rapadura de doce e eterna paixão.
O homem que resiste ao sorriso de mulher é um doente inveterado, sem alma e desnudado de sentimento, absolutamente nu de graça, jeito e sem nenhuma possibilidade de ir para o céu.
Vai curtir é no purgatório da sua pós vida um merecido sofrimento por não ter valorizado o sorriso de uma mulher.
Pois ele, pode ser o veneno e antídoto, morte e vida, luz ou treva, sorte e azar,mundo e o fim dele, depende de como é tratado .
Então, o que falta para que um homem respeite e adote o sorriso de uma mulher como seu talismã dos eternos encontros e extasiados momentos de celebrações únicas de gratidão?
É tão pouco e é tudo, se faz entre dois lábios e uma generosa aparição de dentes, acompanhado com um dobrar de pregas e o franzir de dezenas de músculos da face.
Está aí a definição fisiológica do beijo, mas isso é tão pouco!
A grande verdade é que, sempre se deve ao final de um sorriso da mulher, eleita no escrutínio universal e votação secreta das nossas opções afetivas, calar-lhe e tampar-lhe a boca com uma demorada resposta de agradecimento e a mais ardente possível, sempre com um beijo não-técnico.
Daqueles que ela possa ter a impressão de que, nunca antes tivera sido beijada assim, em toda a sua vida!

AS MEMÓRIAS TAMBÉM SE PARTEM

A nossa vida vai sendo sempre feita de muitos projetos de outras vidas. Desses, se tivermos sorte, um torna-se real. E os outros ficam para trás, esquecidos ou lembrados de vez em quando. Às vezes há pena nesse recordar, outras apenas sorrisos, um abanar de cabeça, que tolos que éramos, que bom foi sonhar e acreditar naquelas coisas que construímos de ar.

Muitas das vidas que não somos, que sonhámos e não fomos por causa das voltas que dizem que isto dá, foram sonhadas com outras pessoas. Gente que já foi a nossa gente e que seguiu vida também por outros caminhos, vida por outras vidas. E essas pessoas levam com elas aquelas vidas que sonharam conosco e que também eram delas.

E às vezes, nesta ervilha que é o mundo, damos, sem querer, com a nossa vida, aquela que sonhámos, a ser vivida sem nós. Sem nós lá dentro, mas real e concreta e ali. E mesmo que a vida que é a nossa seja maravilhosa e que não a trocássemos por nada, há qualquer coisa dentro de nós que se parte. Deixa de ser nossa, aquela vida que não chegou a sê-lo. Que estava guardada na gaveta, onde de vez em quando íamos olhar para ela, pensar que bonitos sonhos que já tivemos.

Para dias assim…

Em dias de desespero, segura a mão. A que te pertence. A tua.Não há ninguém que te queira melhor, que te queira (mais) saudável, bonita, confiante e estável que tu mesma.Não balances o “barco” por mares alheios. Segura o remo, confia no instinto e segue.

Eternos


Quando se quer ver um filme com bons efeitos especiais, nada com ir ver um filme da Marvel. A questão é que, mais uma vez, o argumento é bastante fraco. No caso, até acho que poderiam fazer um bom argumento, uma vez que a história se presta a isso, mas enveredaram antes por seguir o caminho da “humanização” da raça humana e da filosofia existencial de revista. Nada de especial.

Morcegos

“(…)

Eu: – Eu digo que em vez de borboletas no estômago eu tenho é morcegos

raivosos.

Pessoa: – (risada) Meu Deus!

Pessoa: – Não diga isso

Pessoa: – Para não se tornarem reais

Eu: – Mas eles são reais

Pessoa: – Não são naaaaao

Pessoa: – Você criou eles

Eu: – Eu sinto eles

Eu: – Até a garganta

Pessoa: – O cérebro pode dar vida ao que quiser

Eu: – E foram bem criados! XD

Pessoa: – Eles existem enquanto você os alimentar

Pessoa: – Deixa eles passarem fome!

(…)

Pessoa: – Mas você vai parar de dar ração aí para os morcegos, heim!?

(…)”

É, vamos parar de alimentar esses morceguinhos antes que eles me engulam.

P.S.: Essa semana não foi fácil não, a intensa aqui alimentou uma ninhada

inteira de morcegos..